Rodrigo Caio admite que teve probelmas para dormir por perigo de rebaixamento do São Paulo

Desde 24 de setembro, quando disse que “a imprensa toda é corintiana” após o empate por 1 a 1 diante do Corinthians, Rodrigo Caio tem evitado dar entrevistas. Nesta quarta-feira, contudo, ele atendeu aos jornalistas antes do treino no CT da Barra Funda. E revelou que teve insônia por temer o rebaixamento do São Paulo no Campeonato Brasileiro.

– Foram muitas noites sem sono. O time não conseguia encaixar, não fazia bons jogos, não vencia partidas-chaves. Não é sempre que joga bem, mas precisa vencer. Muitas vezes, jogamos bem e não ganhamos, isso me deixava muito preocupado. Mas conseguimos mudar esse momento, o Dorival fez um excelente trabalho, recuperou os jogadores, fez o time jogar bem. Hoje, o São Paulo tem um sistema de jogo definido. Temos que continuar evoluindo.

O Tricolor está, atualmente, na 11ª colocação do Brasileiro, com 40 pontos, a cinco da zona de rebaixamento e dentro da faixa da tabela que dá vaga na próxima Copa Sul-Americana. Mas Rodrigo Caio avisa que o foco está na busca por mais sete pontos nas sete rodadas que restam na competição para eliminar de vez qualquer risco de jogar a Série B em 2018.

– Fizemos um pacto pelos 47 pontos e não podemos pensar em outra coisa. Há duas rodadas, falavam que o time iria cair. Agora, com duas vitórias, falam em Libertadores. É pensar jogo a jogo. A derrota para o Fluminense foi um baque, jogamos muito mal, perdemos a chance de subir na tabela. O objetivo são os 47 pontos para não cair para a segunda divisão – disse o zagueiro, animado.

– Contra o Corinthians, fizemos um grande jogo, o time melhorou. Merecíamos muito a vitória, mas não veio por vários fatores. Tiramos lições, aquele jogo mostrou que poderíamos jogar assim. Oscilamos em algumas partidas, contra Fluminense e Atlético-MG, mas o time se encontrou. Queremos somar os sete pontos que faltam o mais rápido possível. Quero frisar que os sete pontos são o nosso objetivo – completou Rodrigo Caio, explicando o motivo de ter se afastado da imprensa por mais de um mês.

– Foi algo pessoal. Era hora de me preservar para ajudar. Temos jogadores que assumem essa responsabilidade. Preferi ficar concentrado só dentro de campo. Às vezes, você fala e fica exposto, e as pessoas interpretam errado.